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Todos os anos, de setembro a maio, na baía de Taiji no Japão, milhares de golfinhos são torturados e massacrados. A prática consiste em encurralar os animais em alto mar e conduzi-los a uma pequena enseada, escondida e longe de olhares, onde acontece a captura e matança dos mesmos. Em alto mar, os animais são desorientados e empurrados em direção as aguas rasas. Na enseada, diversos golfinhos são separados por cordas, o que causa estresse e pânico entre os animais. Muitos já se ferem ou morrem pelo estresse. O sofrimento físico e psicológico que esses animais passam é extremamente revoltante. A ativista Melissa Sehgal, da Sea Shepherd, descreveu a Reuters:

 

“Estes golfinhos são agredidos e empurrados para a baía da matança, onde já chegam com múltiplos ferimentos. Os assassinos passam deliberadamente por cima dos animais com os botes, agridem-nos, prendem-nos em redes para que não possam fugir e só depois os matam.”

 

Tratando-se de animais de elevada inteligência e socialmente conscientes, como é comum a todos os cetáceos, o crime torna-se ainda mais bárbaro.

 

Os golfinhos mais “bonitos”, mais raros ou com outros atributos que possam ser atrativos, são selecionados e capturados para serem vendidos a parques de entretenimento, onde passarão o resto de suas vidas em cativeiro. Diversos aquários, em particular no oriente (Japão, China, Dubai, entre outros), estão dispostos a pagar largas quantias por cada um destes animais capturados. O preço de um golfinho chega a 150 mil dólares.

 

Os golfinhos “menos valiosos” são mortos a lanças ou facadas no pescoço. A morte é lenta, precedida de paralisia, na qual os animais estão conscientes do que está acontecendo. O mar vermelho de sangue caracteriza o massacre. Nesse caso, a carcaça e a carne do golfinho são vendidas por cerca de 400 dólares. Melissa Sehgal, ativista da Sea Shepherd, descreve assim:

 

“Demora entre 20 a 30 minutos até que estes golfinhos morram, seja por hemorragia, asfixia ou afogamento, enquanto são arrastados até ao carniceiro.”

 

A carne do golfinho é vendida no Japão e rotulada como carne de baleia propositalmente. Muitos não sabem, mas a carne de golfinho ocasiona sérios riscos à saúde devido a sua alta concentração de mercúrio. A sua carne é tóxica e imprópria para consumo.

 

As autoridades japonesas defendem a matança como uma tradição, o que não é verdade. É uma prática com 45 anos e não de quase 400 anos, como afirmam. E o fato de venderem a parque aquático confirma que estamos perante de um negócio. E, mesmo que fosse uma tradição, não seria justificativa para tamanha crueldade. Deveria também ser combatida.

 

Esse ato criminoso sempre foi realizado escondido (inclusive colocando-se toldos!) da sociedade e acobertada pelas próprias autoridades de Taiiji, porém essa prática foi filmada e amplamente divulgada através do documentário The Cove, de 2009. Assista aqui: http://www.imdb.com/title/tt1313104/

 

Após exposta, essa prática vem sendo totalmente condenada. Temos que divulgar ainda mais até essa crueldade acabar.

 

Os golfinhos pertencem ao oceano. E, é lá, que temos que admirá-lo, no seu habitat natural, e, acima de tudo, preservá-lo!

 

Outros vídeos e sites sobre o assunto:

 

https://www.youtube.com/watch?v=S_Ez1tJaU8w

 

http://www.takepart.com/cove/

 

https://www.youtube.com/watch?v=S_Ez1tJaU8w

 

https://dolphinproject.net/

 

http://www.anda.jor.br/16/02/2016/a-crueldade-cometida-contra-os-golfinhos-na-ilha-de-taiji-no-japao

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